Fev 07
Terça

Tesouraria eficaz

 

"Micro e pequenas empresas, que na sua maior parte não contam com um gestor profissional para gerir a parte financeira, precisam estruturar uma tesouraria eficaz tendo um gerente financeiro à frente. Assim, o empreendedor assumirá o controle do dinheiro se valendo de um colaborador menos custoso, porém da sua inteira confiança."

Notícias de Sucesso para os Negócios

Portugal tem o sexto maior déficit do conjunto dos 27 países da UE Lisboa – Segundo os dados do Eurostat relativos ao período entre Janeiro e Junho, dos 27 países da União Europeia (UE), Portugal foi o 6º país com o déficit comercial mais elevado, apresentando um valor de 10.2 mil milhões de euros. A economia portuguesa aparece depois de França (30 mil milhões de euros), Espanha (26 milhões de euros), Itália (14,2 mil milhões de euros) e Grécia (12,7 mil milhões de euros). De acordo com os dados do Eurostat o país com melhor desempenho foi a Alemanha, com um excedente comercial de 74,3 mil milhões de euros. Seguiu-se a Irlanda (20,4 mil milhões de euros) e a Holanda (19,3 mil milhões de euros). Já o excedente comercial da Zona Euro caiu para os 6,7 mil milhões de euros em Julho, face aos 11,9 milhões de euros registados em igual mês do ano passado. Ainda de acordo com o Eurostat, no conjunto dos 27 a balança comercial apresentou um déficit de 5,7 mil milhões de euros. Este valor compara com o excedente de 500 milhões de euros observado um ano antes. No final de contas, a balança comercial da Zona Euro apresenta um saldo positivo de 1,9 mil milhões de euros nos primeiros sete meses do ano, 8,9 mil milhões de euros que apresentava em igual período de 2009. (c) PNN Portuguese News Network� Details...

Sair da crise? 1. No artigo publicado em junho de 2010, “O Brasil e o Colapso Mundial”, apontei que o Brasil deixou, desde a crise de 2007/2008, de ter saldos positivos nas transações correntes com o exterior e que, no 1º trimestre de 2010, o déficit dessa conta atingiu recorde: mais de US$ 12 bilhões. 2. Agora dispomos dos dados para todo o 1º semestre, período em que esse déficit atingiu US$ 23,8 bilhões. Só não aumentou mais, porque em maio entraram em cena as exportações ligadas à safra agrícola. Mas em junho o ritmo de crescimento do déficit acelerou-se novamente. 3. A balança comercial teve saldo positivo de 7,9 bilhões. As transferências unilaterais (remessas de trabalhadores brasileiros no exterior), também tiveram superávit de US$ 1,51 bilhões. “Globalização versus Desenvolvimento” Livro de autoria de Adriano Benayon abenayon@brturbo.com.br4. Isso significa que o déficit de “rendas e serviços” foi de nada menos que U$ 33,21 bilhões. Nesta conta predomina o peso das “rendas”, com U$ 19,4 bilhões, quantia da qual estão deduzidos os rendimentos de capitais brasileiros no exterior. 5. Portanto, o capital estrangeiro prossegue remetendo vultosos lucros ao exterior, não obstante o Brasil vir tendo medíocre crescimento econômico, valendo, ademais, notar que os rendimentos líquidos oficiais das transnacionais não incluem os serviços superfaturados e fictícios, nem o subfaturamento de exportações e o superfaturamento de importações. 6. O próprio comércio de mercadorias, i.e., a balança comercial, confirma estar o Brasil afundando no em subdesenvolvimento. De fato, quando se trata de bens de maior conteúdo tecnológico, em vez de superávit, cresce o déficit, como se dá com os eletroeletrônicos, em que, nos seis primeiros meses de 2010, as exportações foram de US$ 3,64 bilhões e as importações, US$ 15,76 bilhões. 7. O balanço de pagamentos está sendo falsamente equilibrado com ingressos líquidos de investimentos estrangeiros, diretos - de longo e curto prazo - além de empréstimos e financiamentos. Trocando em miúdos, enquanto cresce a perda de recursos correntes para o exterior, o capital estrangeiro eleva a base sobre a qual novas perdas serão geradas. 8. Continua, portanto, elevada e ascendente a saída de recursos do Brasil, resultante de ser o mercado brasileiro controlado por empresas transnacionais, subsidiadas por múltiplas benesses proporcionadas pelas leis e regulamentos do País, sob o comando de interesses imperiais forâneos. 9. Aumenta, desse modo, a já excessiva ocupação dos mercados de bens e serviços, via investimento direto estrangeiro, e a exploração dos mercados financeiros por parte do capital estrangeiro de curto prazo. 10. Pode-se estimar uma provável crise externa do Brasil, ainda este ano, já que a depressão mundial está cada vez mais enraizada, e a derrocada financeira se apresenta iminente. A primeira implica queda nas receitas de exportação, e a segunda, saída de capitais para cobrir rombos nos EUA, Europa e Japão. “Investindo” com o nosso dinheiro11. Predomina cada vez mais na economia brasileira o capital das empresas e bancos transnacionais. A implantação destas no Brasil foi grandemente favorecida por subsídios governamentais. Além disso, a política econômica prejudicou, pelo menos comparativamente, as firmas de capital nacional. 12. Desse modo, as transnacionais foram estendendo e aprofundando seu controle sobre os mercados, bastando-lhes aproveitar os subsídios e investir os ganhos obtidos no Brasil. Nos últimos decênios vêm, ademais, recebendo vultosos empréstimos do BNDES, o banco federal de desenvolvimento, a juros favorecidos. 13. Assim, para explorar os mercados, em condições de oligopólio, nem precisam, nem nunca precisaram, fazer ingressar no País quantidade significativa de dólares. Moeda falsa14. Para as aplicações especulativas, o capital estrangeiro tampouco tem qualquer dificuldade, pois os dólares são emitidos a rodo, não havendo garantia alguma de que os aqui convertidos em reais não passem de falsos ativos monetários criados em computadores de agências de bancos em paraísos fiscais. 15. Além disso, a emissão de dólares nos EUA não guarda relação com alguma coisa de real valor, pois o FED e o Tesouro dos EUA têm despejado nos bancos trilhões de dólares, na casa dos dois dígitos, com a finalidade de cobrir os rombos resultantes das jogadas dos próprios banqueiros. 16. Assim, é muito fácil para os praticantes do “carry-trade” obter os dólares para convertê-los em reais e auferir ganhos aproveitando o absurdo diferencial entre as altas taxas de juros aqui praticadas e as baixas taxas, quando não negativas, prevalecentes no exterior. Além disso, os ganhos da apreciação da taxa de câmbio do real. Poder mundial17. A oligarquia financeira anglo-americana concentra o poder econômico e exerce o poder político real, encoberto pela fachada dos “governos constituídos” dos países centrais, de seus associados, satélites e áreas periféricas exploradas. 18. Essa oligarquia sabe quais são as fontes do poder. A primeira delas é a criação de moeda, controlando os bancos, que o fazem por meio do crédito, e dominando os bancos centrais, que emitem moeda diretamente, sejam eles privados, como nos EUA, sejam públicos, como no Brasil. 19. A primeira fonte do poder, a oligarquia a quer monopolizada e sem limites. Por isso restringe o uso da segunda fonte: os metais estratégicos e os preciosos, boicotando, por ex., o uso do ouro como reserva de valor. 20. Mas monopoliza esses metais, cujas minas detém em todo o Mundo, e acumula estoques. Impede, ademais, que a emissão de moeda em papel e escritural seja limitada por uma proporção com o ouro ou outro ativo real. 21. Os controladores dos mercados financeiros geram oferta falsa do ouro, manipulam seu preço para baixo e tolhem sua procura, deixando as pessoas sem opção segura de onde pôr as economias, e reféns das moedas emitidas ao bel prazer da oligarquia e fadadas a brutal desvalorização. 22. A terceira fonte do poder é a energia. Não admira que a oligarquia anglo-americana controle a comercialização do petróleo, desde a época das sete irmãs - hoje apenas quatro, duas norte-americanas e duas britânicas. Não admira tampouco que o petróleo e outros combustíveis fósseis continuem sendo as principais matérias energéticas, não obstante os terríveis danos que causam à saúde e ao meio-ambiente. 23. A quarta fonte do poder são as forças armadas. Estas asseguram, por ex., o suprimento de petróleo e que este seja vendido em troca de dólares. Desse modo o poder militar se combina com o da energia e o da moeda. 24. A quinta fonte é a indústria das ilusões, abrangendo os meios de comunicação e universidades de elite, pertencentes a fundações da oligarquia ou por ela estipendiadas. A função dessa indústria é fazer aceitar os absurdos como se fossem naturais e justos, coadjuvadas pelos negócios da drogas e da anticultura, que embotam os espíritos. Crise e depressão 25. Enquanto isso, aguarda-se nova crise no quadro do colapso econômico mundial, caracterizado, de um lado, pela depressão da economia real com desemprego altíssimo e crescente, e de outro lado, por explosões: a) empréstimos impagáveis; b) dos títulos, inclusive derivativos, com alto valor nominal e quase sem valor de mercado, em parte já empurrados para os governos; c) a dos títulos da dívida pública dos EUA, de países europeus e do Japão; d) os reflexos disso tudo nas economias periféricas, como a brasileira. 26. Tudo isso é problema nosso. É dos povos e de verdadeiras lideranças que os queiram conduzir à libertação. Os concentradores do poder não vêem problema algum nas crises que criam. Ao contrário, elas lhes servem para prosseguir concentrando mais poder e retirando de um número cada vez maior de pessoas os meios que as ajudariam a reagir. Dr. Adriano Benayon, economista, 26 de julho de 2010.  � Details...

O novo cenário da produção industrial mundial Normal 0 21 O Brasil perdeu a 9ª colocação para a Índia dentre os dez países com maior produção industrial do mundo. O EUA continua na liderança mas o Japão cedeu o segundo lugar para a China. Respectivamente os Norte Americanos concentram 18,9% da produção industrial global (mas já chegou a concentrar mais de um quarto de tudo o que era produzido no mundo), a China representa 15,6% e o Japão 15,4 da produção industrial global. Juntos os três líderes produzem quase 50% da produção industrial do mundo.   O mapa industrial mundial está em transformação, e na Ásia estão os países como as maiores taxas de crescimento do mundo, em termos absolutos 44% de toda a produção industrial do mundo se origina lá. A Europa reserva 27%, a América do Norte 20,5%, a América do Sul 6,1% e a África 1,6%.   Estima-se que após a mais recente crise econômica mundial o Produção Industrial Mundial esteja perto de 6,14 Trilhões de Dólares. O Brasil participa com menos de 2% da produção industrial mundial, o representa uma produção industrial de quase 116 Bilhões de Dólares.   Dentre os países do BRIC o Brasil divide com a Rússia a pior performance de crescimento econômico durante o período de crise econômica 2008 a 2009. E, apesar dos esforços brasileiros para geração de empregos, 25% da população (48 milhões de pessoas) vivem com uma renda inferior a USD 75,00 por mês – USD 2,50 por dia. A expectativa é que o Brasil cresça até 5,2% em 2010 e que sejam criados 1,6 milhões de postos de trabalho formais. Para que isto ocorra, será necessária uma retomada da produção industrial que após anos de crescimento moderado sofreu recrudescimento em 2009. Estímulos financeiros à produção e a exportação serão essenciais ao crescimento econômico e a geração de novos postos de trabalho.    � Details...

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Carte Tiers Consultoria em Gestão

A Carte Tiers existe desde 2005 para agregar valor a empreendimentos e projetos. Oferecemos consultoria e assessoria a empresas, organizações não governamentais e governo, com total confidencialidade das informações.

Queremos contribuir para o desenvolvimento sustentável e responsável. Suprir as necessidades atuais sem esquecer as gerações futuras. Nós acreditamos no progresso econômico e social integrado a preservação da natureza e ao respeito à pessoa humana.

Fazemos estudos, análises, pesquisas, treinamentos, manuais, relatórios, projetos, orçamentos, perícias e avaliações que envolvam atividades econômicas.

 
Escrito por Ricardo Ramos   

 

  O feriado internacional de 1º de maio é uma celebração histórica criada durante a segunda Internacional Socialista em 1889, lembrando às lutas sindicais de Chicago/EUA de 1886 e, reforçando a reivindicação da jornada de 8 horas em substituição às 16 horas de trabalho diárias vigentes no século XIX.

Mais do que uma celebração socialista o 1º de Maio precisa ser visto como um marco no avanço dos direitos do trabalhador e dos direitos humanos em geral. Hoje a jornada de trabalho de 8 horas nos serve de parâmetro, porém nem sempre foi assim. Os documentos históricos do século XIX revelam às péssimas condições de trabalho as quais os trabalhadores, de diferentes idades, eram submetidos. Na obra O Capital, Carl Marx descreve os inúmeros abusos e as situações degradantes e de mutilação que os trabalhadores europeus sofriam no auge da revolução industrial.

Talvez o mais importante continue em segundo plano por muitos anos à frente, mas eu espero que não. As conquistas trabalhistas obtidas pelos trabalhadores do mundo inspiradas nas teorias socialista e anarquista, tinham como pano de fundo a defesa dos direitos humanos. Mesmo Marx, por muitos anos, buscou desvendar dentro de sua própria teoria o enigma humanista deixado por Hegel (Georg Wilhelm Friedrich Hegel). Esta raiz filosófica é constatada na crítica de Marx à negação da natureza humana durante o processo de trabalho. Essencialmente, constatava-se no século XIX que o ser humano tornava-se mais uma máquina durante o processo de trabalho e, assim roubava-se do trabalhador a parcela maior da sua vida (+trabalho = menos vida) em prol do ideal liberal de “progresso” e riqueza no futuro.

Hoje, após três revoluções industriais e na contemporaneidade de uma economia globalizada, o ser humano está absolutamente seduzido e rendido a mobilidade do Capital. Esta mobilidade extremada é exposta diariamente nos noticiários econômicos com os informes sobre alta ou baixa das moedas e Bolsas de Valores do mundo. Ao mesmo tempo, torna claro que o Capital sofisticou sua estratégia de autoperpetuação (sobrevivência própria), porque ele agora não precisa mais se submeter à “indisciplina e rebeldia” dos poucos trabalhadores organizados que restam no globo. Objetivamente, onde há trabalhadores organizados a ponto de interferirem na “taxa de lucro” não haverá Capital em abundância.

Apesar da ação persistente e desumana do Capital, o ser humano continua sendo aquilo que sempre foi. Um carente de vida - nós temos carência de viver e, hoje acreditamos que teremos mais vida se tivermos mais bens (coisas). Ao analisarmos Adam Smith percebemos que a Ciência Econômica é  sustentada pela emoção humana. O Homem, ao exercer socialmente sua ambição e egoísmo, estaria gerando riqueza e acumulação constantes.

Hoje eu vejo que não é isto. O ser humano é ambicioso porque quer ser aceito e sente medo da rejeição. Ele quer “ter” para provar que tem valor (ser importante), apesar dos seus vícios e desvios comportamentais. Ele quer a maior quantidade de atenção possível, e continuará buscando esta sensação (emoção), que adquiriu ainda nos braços maternos. O Ser Humano faz isso simplesmente porque nunca parou para pensar que para ser aceito, não é preciso ter nada além do necessário, mas sim querer ser pleno de personalidade e autenticidade.

Cabe ao “sistema” buscar, de todas as formas, meios para nos impedir de refletir sobre nossos próprios anseios de querer mais vida e de sermos nós mesmos - o “sistema” se alimenta das nossas “emoções/carências”. O sistema tentará nos entupir de uma oferta crescente e incessante de novas “necessidades/carências” industriais - aparentemente essenciais a nossa sobrevivência social. Não satisfeito, continuará incutindo em nossas mentes o sagrado “medo” de cada dia, para nos  manter afastados da nossa comunidade e dos nossos desejos mais íntimos.

O ser humano deve enfrentar o desafio de encontrar a sua realização altruísta por meio do trabalho também, além da simples sobrevivência. Para isto, a humanidade precisará evoluir da insanidade do “ter para ser” para a integralidade do “Ser pleno de personalidade e livre arbítrio”. Para isto, a sociedade precisa ser transformada para respeitar, valorizar e acolher a infinita diversidade humana.

Por meio do trabalho é que o ser humano deve vencer a luta pela sobrevivência. E, uma nova reivindicação está mais forte a cada dia: o direito ao trabalho. Por todo o mundo observamos que as pessoas reclamam as suas parcelas de dignidade cobrando do “sistema” a geração de mais emprego, porque hoje cerca de um terço da humanidade vive a baixo da linha da pobresa. A redução da jornada de trabalho, a substituição do nosso modelo de consumo descartável, a geração de mais postos de trabalho dignos, a valorização da educação para a paz e a fraternidade são metas a serem alcançadas. E o fruto destas novas conquistas será a integração do ser humano ao Universo harmônico e acolhedor ao qual fazemos parte.

É a consciência desta motivação interna de ser parte do cosmo, freqüentemente abafada pelas nossas emoções infantis, que nos moverá ao mundo melhor do futuro. Hoje vivemos o momento histórico de redefinir o futuro a partir da soma dos diversos comportamentos individuais, independentemente da ação repressora do “sistema”, porque nenhuma força no Mundo é capaz de impedir o ser humano de exercer a sua própria liberdade e livre-arbítrio sem que ele permita isso. O que eu desejo é que o exercício da liberdade e livre arbítrio responsáveis, proporcione aos trabalhadores do mundo o crescente desfrute do tempo em prol da sua cidadania universal.

Ricardo Ramos

Economista e Consultor de Projetos e Finanças

 

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